DO BOM E DO MELHOR

10 mar
2010

Pensei muito no que iria postar na minha estreia aqui. E resolvi começar com um texto que acho muito interessante que é da Leila Ferreira.Ela é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte…

DO BOM E DO MELHOR

Estamos obcecados com “o melhor”. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”.
Isso até que outro “melhor” apareça – e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros…) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o
menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o “melhor chef”?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo “melhor cabeleireiro”?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o “bom” que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens “perfeitos”.
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do “melhor” a gente nem percebeu?

Tragédias nos esportes

09 mar
2010

O que deveria ser uma partida de futsal festiva terminou em tragédia. O jogador Robson Costa, de 23 anos, morreu neste domingo após se ferir em uma partida disputada sábado à noite, no Ginásio Joaquim Prestes, em Guarapuava (região central do Paraná), entre sua equipe, o Guarapuava/Deportivo Futsal e o Palmeiras/Jundiaí.

Segundo testemunhas, o atleta deu um “carrinho” na quadra e um pedaço de madeira da quadra perfurou sua coxa, atingiu o intestino e provocou, conforme laudo Instituto Médico Legal da cidade, uma hemorragia interna que resultou em sua morte.

A partida fazia parte das festividades da Copa 200 Anos, promovida pela Prefeitura de Guarapuava e que reunia times de quatro estados. A Polícia Militar vai encaminhar boletim de ocorrência para a Polícia Civil. Na segunda, será analisado o caso e poderá ser instaurado um processo para investigar as responsabilidades pela morte.

Este foi apenas um episódio triste, sem contar a morte do jogador do Sudão que morreu no campo de futebol, e a morte da treinadora do Sea World, que faleceu quando treinava a baleia e sofreu traumatismo multiplo.

Quando trabalhamos no limite, como essas pessoas o trabalho pode ocasionar alguma fatalidade, é verdade que isso é dificil acontecer, mas principalmente com jogadores de futebol tem acontecido com muita frequência.

Dia Internacional da Mulher

08 mar
2010

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, isso foi no  início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. Essa data é para lembramos de todas as conquistas sociais, políticas e econômicas, que as mulheres lutaram e que lutam até hoje, para cada vez ter mais espaço e respeito da sociedade.

Segue esse poema em homenagem as mulheres

À todas mulheres

“A Mulher Ideal …
É aquela que é maravilhosa acima de tudo.
Que pode com um sorriso provocar amor e felicidade.

A Mulher ideal …
É aquela que é simples por natureza.
Que pode explanar com simples gestos toda a sua feminilidade e grandeza.

A Mulher ideal …
É aquela que sabe como ninguém entender os sinais do amado antevendo
lhe os movimentos estando sempre ao seu lado.

A Mulher ideal …
É aquela que não seja perfeita, pois somente Deus o é, mas que busque a
perfeição em todos os seus gestos.

A Mulher ideal …
É aquela que mostra a sua beleza todos os dias, como no primeiro encontro.
Fazendo dos momentos com o seu amado um eterno reencontro.

A Mulher ideal …
É aquela que mesmo com o passar dos anos, tenha sempre o sorriso de
menina, pois o enrugar da pele é ínfimo perante a alma feminina.

A Mulher ideal …
É aquela que se apresenta perante a sociedade como a mais formosa dama.
Mas quando na intimidade partilhe todos os segredos..

Enfim, a Mulher ideal …
É aquela que mesmo não sendo Deusa, sabe como ninguém trazer um
pedacinho do céu.”

Maneiras

05 mar
2010

Hoje vou escrever de uma coisa que me irrita muito, que é gente que vive cuidando da vida dos outros e chorando de barriga cheia  só reclamando da vida  de tudo e de  todos,  sabe aqueles que tu não pode perguntar como anda a vida, que lá vem… A esses dedico a musica abaixo.

Composição: Ítalo Lima

Maneiras

Se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo
Eu pago tudo que eu consumo com o suor do meu emprego
Confusão eu não arrumo, mas também não peço arrego
Eu um dia me aprumo, pois tenho fé no meu apego
Eu só posso ter chamego, com quem me faz cafuné
Como o vampiro e o morcego é o homem e a mulher
O meu linguajar é nato, eu não estou falando grego
Eu tenho amores e amigos de fato,
Nos lugares onde eu chego
Eu estou descontraído, não que eu tivesse bebido
Nem que eu tivesse fumado pra falar de vida alheia
Mas digo sinceramente, na vida, a coisa mais feia
É gente que vive chorando de barriga cheia
É gente que vive chorando de barriga cheia

Abraços e até a proxima!

Go with the flow…

04 mar
2010

O post de ontem da Márcia acabou falando sobre algo que ando pensando nos útlimos tempos: Mudança. Acho que nunca a gente mudou e muda tanto, e tão rápido. Trocamos de celular, mudamos o corte do cabelo, o nosso estilo de se vestir, nosso numero de celular. Tudo a gente troca e com uma facilidade muito rápida.

Vivemos a geração do desapego, em que não temos tanto apreço pelas coisas como nossos pais e avós. Hoje tudo é descartável. E nesse ritmo, a gente vem ficando cada vez mais descartável. Acabamos nos permitindo ser mais livres, mais leves, mais soltos.

A questão é: aonde essas mudanças, trocas e evoluções vão nos levar? Alguém já pensou nisso?

Minha mãe e meu pai escolheram suas porfissões há muito tempo atrás e ainda estão nelas. E nós? Quantos de nós fez uma faculdade, não gostou e fez outra, ou até fez duas e hoje em dia faz outra coisa bem diferente e já tá até pensando em fazer uma outra.

Tenho medo dessas mudanças cada vez mais permitidas. Vivemos a era da liberdade, em que o lema é deixa fluir, vamos viver e amanhã a gente vê. Não que eu não concorde com isso, pois acho isso ótimo, porque conseguimos muita coisa e podemos muita coisa, mas qual será o limite?

Até onde vamos querer mais, mudar mais, criar mais? A essência vai permanecer a mesma? Nós daqui a 5, 10 anos vamso ser nós?

Tenho certeza que não e meu maior medo é que somos a geração de transição de uma época em que tudo era mais limitado pra uma época onde tudo é, do dia pra noite, permitido. Nós não temos tempo de nos adaptar a essas mudanças, porque quando conseguimos, já mudamos novamente.

A mudança é muito bem vinda, desde que a gente saiba como mudar e porque mudar.

Mudança

03 mar
2010

Mudança  é uma palavra que causa desconforto emocional e dor psicológica ao ser humano. Em compensação, não há outra palavra nos tempos atuais, que gere mais sucesso, prosperidade e crescimento do que a palavra mudança.

Que ironia!!! Mudança é o que mais gera sucesso e é ela que mais evitamos.

Que coisa conflitante, o ser humano precisa da mudança, mas não quer mudar. Tem muita gente perdendo emprego, empresa, fortuna, família, pelo simples fato de resistir a ela.

É tempo de mudanças radicais, estamos vivendo num período de transformações, não trate esta afirmação com indiferença.

O mais importante do que aprender coisas novas é você desenvolver a capacidade de escapar do seu passado.

Costuma-se dizer que o ser humano aprende a enxergar aos 40 anos. Não se preocupe com a sua idade e sim com a idade de suas idéias.

O que importa é a idade do seu espírito. Você pode morrer muito jovem aos 90 anos, ou envelhecer precocemente aos 30.

Mostre paixão pelo novo.

A vida sempre foi e sempre será um combate. Viver é enfrentar um desafio atrás do outro.

TERREMOTO X TRIÂNGULO DA VIDA

02 mar
2010

Este ano de 2010 parece que está marcado pelas tragédias causadas pelas transformações climáticas. A última manchete diária dos jornais nacionais e internacionais é o terremoto do Chile.
Ontem recebi um e-mail bastante interessante, que fala sobre o “TRIANGULO DA VIDA”. Não sei até que ponto é uma tese ou não, muitas vezes circulam e-mails pela Internet bastante duvidosos, mas em todo caso, escrevo aqui algumas partes do texto.
Doug Copp, trabalhou com grupos de resgate em mais de 60 países e é membro de resgate da ONU, OEA, UNICEF e outros órgãos internacionais.
Ele explica então, que em qualquer derrocada de edifícios, existe uma margem de 100% de sobrevivência, quando usamos o que se chama de TRIÂNGULO DA VIDA. Quando um prédio cai, o peso do teto cai sobre os móveis, esmagando-os, porém fica um espaço vazio ao lado destes, este espaço é o que Doug Copp chama de TRIÂNGULO DA VIDA.
De preferência fique na posição fetal, instinto natural de sobrevivência, perto de algum móvel ou qualquer objeto relativamente grande. Se estiver deitado em sua cama, simplesmente role para o chão em caso de terremoto, se estiver dentro de um carro, saia e encoste-se ao lado dele, não importa o que caia sobre o carro, sempre deixará um espaço vazio dos lados, o chamado TRIÂNGULO DA VIDA.
Espero nunca precisar testar os conselhos de Doug Copp, mas talvez o TRIÂNGULO DA VIDA explique os “milagres” de pessoas que sobrevivem às tragédias e são encontradas com vida depois de muitos dias.

Marketing x Picaretagem

01 mar
2010

“O marketing autêntico não é a arte de vender o que você faz mas saber o que fazer. É a arte de identificar e compreender as necessidades dos consumidores e criar soluções que tragam satisfação aos consumidores, lucros aos produtores e benefícios aos acionistas.”

“As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada. ”

Nada mais justo começar com duas frases do professor universitário Philip Kotler, fundador do conceito de marketing praticado hoje em dia. Muito diferente da “picaretagem” (safadeza, mau-caratismo), que promove ações que confundem os clientes, ao invés de ajudá-los.

Lembro de um professor, que explicou a diferença de marketing e picaretagem de maneira muito boa, com o seguinte exemplo: “uma empresa de pasta de dente sofreu uma queda no consumo do produto, fazendo com que a empresa quase fosse à falência. A solução do “setor de marketing” foi a seguinte: aumentaram o tamanho do raio da boca da embalagem, para que, quando o cliente utilizasse o produto, mais pasta de dente sairia. E o resultado deu certo, tirando a empresa do buraco. ”

Esse exemplo é pra ilustrar uma idéia muito comum da população, que pensa que o marketing serve para fazer a gente comprar aquilo que a gente não quer, ou não precisa. E é exatamente o contrário.. envolve muita pesquisa, pra entender e conseguir retribuir o que a sociedade quer (e precisa.)

Nunca pensei que fosse trabalhar em uma empresa que entendesse o verdadeiro significado dessa ferramenta, e que aplicasse da maneira que eu acho mais adaquada. E, por ironia do acaso, acabei entrando numa pequena empresa (na época), que sabia utilizar o setor da melhor forma, e fez os investimentos na hora certa.

O ano de 2010 promete.

Satisfação é uma Questão de Expectativa

26 fev
2010

Você já parou para pensar na definição do que é bom ou ruim? O que seria um produto, um serviço, um momento bom? Ou o que seria um produto, serviço ou momento ruim? Bom seria algo satisfatório e ruim, insatisfatório?! Sabemos que uma mesma situação pode ser satisfatória para uma pessoa e insatisfatória para outra. E é nesse sentido que entra a expectativa…
No mundo dos negócios falamos muito na “satisfação do cliente”. E para um cliente ficar satisfeito precisamos, pelo menos, atender a sua expectativa ou então superá-la. Segundo Ambrose Bierce expectativa é o estado ou condição mental que, no cotejo das emoções humanas, é precedido pela esperança e seguido pelo desespero. Ou seja, um cliente ao adquirir um produto ou contratar um serviço está simplesmente depositando a sua confiança, a sua esperança de que aquilo realmente irá atende-lo e o fará feliz. E se por algum motivo não o faça, ficará insatisfeito e em alguns casos, literalmente, desesperado!
Atender a expectativa de um cliente, na minha opinião, passa por duas situações. Antes de mais nada, precisamos conhecê-lo bem, entender o seu perfil, a sua necessidade e, a partir disso, posicionamos o nosso produto/serviço. Tenho notado que a área comercial tem focado a argumentação somente nas vantagens e enaltecendo-as. E isso realmente “infla” a expectativa do cliente, mascarando possíveis limitações que, em muitos casos, nem são mencionadas. E o que acaba acontecendo? O produto/serviço pode ter atendido a necessidade do cliente, mas mesmo assim gerar um descontentamento, pois a própria área comercial criou a expectativa que não foi atendida.
E essa é a mensagem que eu gostaria de deixar hoje para quem trabalha na área comercial, mas que também pode ser considerada para a nossa vida também. Satisfação é uma questão de expectativa. Portanto, saiba setar a expectativa de quem você pretende satisfazer…

Só ou acompanhado?

25 fev
2010

Lendo uma sinopse do filme “Amor sem escalas”, comecei a refletir sobre convivência. O filme trata de um homem que vive totalmente só, e está sempre viajando a trabalho. Ele é ameaçado de trabalhar na sede da empresa, sempre no mesmo lugar, tendo que criar vínculos, o que o deixa transtornado. No filme, o personagem principal aprecia uma vida livre, sem companhia.

Com esse estereótipo de executivo atual, podemos refletir em dois pontos. O primeiro, é que cada vez mais as pessoas estão se dedicando ao trabalho, ao crescimento profissional, esquecendo muitas vezes do lado social e pessoal da vida. Ter relacionamentos, construir família ou simplesmente viver e conviver em sociedade, colabora para o equilíbrio e ajuda todos a se tornarem bons profissionais.

O outro ponto é que também faz refletir sobre como é melhor dividir a vida, e todos os momentos dela, ao lado de pessoas que a gente gosta, compartilhando e aprendendo. Essa é a melhor forma de crescer e amadurecer. Essa convivência nos faz avaliar o que estamos vivendo e como podemos melhorar, evoluir.

Se pararmos para pensar, os melhores momentos da vida compartilhamos com alguém. Seja a família, amores, amigos… Claro, que temos momentos satisfatórios, alegres, quando estamos sozinhos, refletindo e conhecendo nós mesmos. Mas aqueles momentos mágicos, que ficarão marcados, foram ao lado de alguém, ou de muitas pessoas. E é isso que faz a gente estar sempre aprendendo… E, verdadeiramente, vivendo !

Vale o risco?

24 fev
2010

Desde o dia 12/02/2010, estão sendo realizados os 21º Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, Canadá. Diversos tipos de esportes estão sendo disputados, entre eles o LUGE.

O Luge é um esporte olímpico de inverno que, junto ao bobsleigh e ao skeleton, representam distintas modalidades de descida em trenó, significa trenó rápido. O esportista fica deitado, em cima de um pedaço de aço, com patins na parte de baixo. É uma descida, cheia de curvas, ganha quem chegar lá em baixo em menos tempo. Sem dúvida, é o esporte mais perigoso disputado nessas Olimpíadas.

Devido a falta de proteção do competidor e à má construção do local da prova, um atleta da Geórgia saiu da pista e acabou se chocando contra os muros de concerto que a cercam, ele não resistiu ao impacto. No momento do acidente, sua velocidade era de 140km/h.

Vale a pena?

É sabido que existem diversos esportes perigosos, que os equipamentos de proteção não são suficientes para impedir todos os tipos de acidente, mas praticar um esporte em que o risco de acidente é alto é necessário?

A tragédia aconteceu durante um treino, a prova foi realizada normalmente depois. Não serviu para nada a morte dele? Rever a pista ou até suspender a competição dessa categoria? Acho que deveria ter servido de exemplo, do risco que correm, da estrutura mal feita. A pista está se tornando famosa pelo perigo, devido ao grande número de acidentes.

Vale pensar se risco compensa a emoção de voar na pista, de sentir o corpo chegar a uma velocidade perto dos 150km/h, na adrelina toda, sempre lembrando da imensa probabilidade de algum imprevisto muito sério acontecer.

As maiores músicas dos ultimos tempos da última semana

23 fev
2010

Bom, o carnaval já se foi (exceto talvez na Bahia), mas mesmo assim ainda é frequente a execução da sonoridade carnavalesca. Como todos sabem, meu apreço por esse tipo de música é diretamente proporcional à quantidade de álcool ingerido. Por isso, nessas épocas eu acabo me dedicando ainda mais à busca de novas músicas e/ou bandas, desconhecidas ou famosas, que possam entrar na seleta coleção que meus tímpanos aceitam ouvir. Então, vez ou outra, vou colocar aqui no blog sobre essas descobertas. E nos ultimos tempos uma banda desconhecida vem ocupando preciosos megabites no meu mp4. O nome é Dropkick Murphys, uma banda de punk celta (seja lá o que isso signifique) surgida nos arredores de Massachussets, em pleno território ianque. Curiosamente, as duas músicas que não consigo parar de ouvir não são exatamente deles, mas sim versões para canções já existentes.

Tessie - Essa canção na verdade tem uma história bastante curiosa. A versão original fazia parte do musical The Silver Slipper, que teve 160 apresentações na Broadway entre (acreditem) 1902 e 1903. Durante a World Series de Baseball de 1903, os Boston Red Sox (que na época se chamavam Boston Americans) estavam disputando os playoffs contra os Pittsburgh Pirates, naquele sistema melhor-de-47-jogos. Os Red Sox estavam tomando uma surra e seus torcedores, no coloradismo desespero total para ganhar alguma coisa, começaram a cantar qualquer música que viesse à cabeça. Um grupo de torcedores então fez uma adaptação de Tessie para tentar incomodar o time adversário, e o resultado foi que os Red Sox viraram o jogo, os playoffs e acabaram sagrando-se campeões. Um século depois, os punk-celtas fanáticos pelos Red Sox do Dropkick Murphys fizeram uma versão deles, incluindo na letra alguns personagens famosos da torcida de 1903, como o dono do bar onde a galera se reunia para cornetar os Paulo Autuoris ou o nome da Geral da época. E no fim daquela temporada os Red Sox, após 86 anos de coloradismo jejum, foram novamente campeões da World Series. Curiosidades à parte, a música realmente tem uma energia contagiante, ideal para entoar em estádios. Cada vez que ouço tenho que me controlar para não correr à primeira loja de esportes e torrar meu dinheiro em qualquer coisa dos Red Sox.

The Green Fields of France – Mudando da água para o vinho, essa é uma regravação de uma canção do músico escocês Eric Bogle. Também conhecida como “No Man’s Land” ou “Willie McBride”, é de uma beleza absurda e faria o próprio Aquiles chorar um oceano, deitado em posição fetal enquanto murmuraria angústias sobre a injustiça do mundo. A letra fala de uma pessoa visitando um cemitério francês para soldados da 1ª Guerra Mundial. O “narrador” senta ao lado de um túmulo e passa a conversar com o infeliz ocupante do jazigo – o tal do Willie McBride – sobre valores, moral, consequências e pertinências do conflito que botou o jovem Willie sete palmos abaixo da terra. No refrão, que alude ao momento do funeral do jovem soldado, se juntam ao piano uma gaita solitária e uma bateria que mais parece um rufar de tambores militares, e ajudam ainda mais na compreensão e na relação letra-melodia, fazendo a letra referências a nomes de músicas militares entoadas nesses momentos. Mas o que realmente toca, além das belas rimas que eles conseguiram encontrar, é mesmo a ótima idéia de confrontar os ideais pelo qual os soldados teriam lutado e as consequências que que resultaram dessa luta. Acho extremamente difícil conseguir demonstrar o quão bonita é essa música, mas coloco abaixo a tradução de dois trechos dela:

“Mas aqui nesse cemitério que ainda é terra de ninguém / As incontáveis cruzes brancas permanecem como testemunhas silenciosas / Da indiferença cega dos homens com seus conterrâneos/ E uma geração inteira foi despedaçada e amaldicioada”

“E eu não posso deixar de pensar, Willie McBride / Todos esses que aqui jazem sabem por que morreram? / Você realmente acreditou quando lhe disseram os motivos / Você realmente acreditou que essa guerra acabaria com as guerras? / Bem, o sofrimento, a tristeza, a glória e a vergonha / As mortes e assassinatos foram todos em vão / Porque Willie McBride isso aconteceu de novo/ E de novo, e de novo, e de novo e de novo…”

Agora se me dão licença, vou ter que assistir um pouco de Simpsons para acreditar novamente que o mundo é um lugar feliz…

Feliz Ano Novo! :)

22 fev
2010

E o ano iniciou, iniciou dia 22 de fevereiro, para ser mais precisa. Todos falam que o ano não inicia no dia 1 de janeiro, mas sim após a semana do Carnaval.

Antes do Carnaval muitas pessoas estão de férias, férias escolares, férias do trabalho, férias coletivas. A maioria das pessoas optam por tirar as férias no verão (leia-se verão janeiro e fevereiro). Nessa época o trânsito na cidade fica uma maravilha, conseguimos nos deslocar rapidamente de um lugar ao outro sem congestionamento, um espetáculo. Hoje já foi perceptível que o ano iniciou: o trânsito está voltando ao normal.

Na Cinco TI não paramos nunca, todo dia é dia de vendas e sempre buscamos dias de muitas vendas. O mês de fevereiro não foi tão bom quanto dezembro, claro, mas foi melhor que o esperado, melhor que fevereiro de 2009.

Mesmo estando em Fevereiro, que é um mês mais tranquilo, a nossa correria é grande, além da correria do dia a dia ainda temos alguns Comerciais que estão de férias, o que já faz aumentar ainda mais a demanda.

O meu ano já iniciou, mas iniciou lá em Janeiro, no dia 04. E no meio de Março darei uma paradinha para descansar, aproveitar minhas férias e voltar 100% renovada. Particularmente prefiro tirar minhas férias em Março, pois o tempo sempre é bom, o mar é limpo e o movimento é muito menor.

Ontem mesmo na Coluna da Martha Medeiros, ela escreveu sobre suas férias, as férias de antigamente, onde não existia tamanha tecnologia, como Skype, email, MSN. Naquela época as pessoas ficavam de férias e podiam sumir por algum tempo, conseguiam ficar sozinhas de verdade. Hoje esse sumiço é mais difícil de acontecer, pois temos todos os meios de comunicação ao nosso alcance. Eu, por exemplo, saio de férias e levo meu note junto comigo, não consigo ficar sem ter notícias da Cinco TI um dia sequer. :)

Abaixo trechos da Coluna da Martha Medeiros, divulgada ontem, dia 21 de fevereiro, na Zero Hora Dominical.

O direito ao sumiço.

Aos 20 anos, saí pelo mundo sozinha para tentar entender o real significado de “estar” sozinha. Hoje, a tecnologia não deixa mais ninguém sumir por uns tempos. [...]

[...] Eu tive essa oportunidade aos 20 e poucos anos. Poupei dinheiro, acumulei férias não vencidas na empresa onde trabalhava e saí para o mundo sozinha, interessada em conhecer vários lugares mas, principalmente, interessada em entender o que significava, afinal, esse “sozinha”. Que delícia. Ninguém saber onde estou, o que comi no almoço, quais os meus medos, quem eram as pessoas com quem eu cruzava. Olhar para os lados e não reconhecer nenhum rosto, direcionar meus passos para onde eu quisesse, sem um guia, sem um acordo prévio, liberdade total. Desaparecida no mundo. Isso me conferia uma certa bravura, fortalecia minha autoestima. Claro que eu telefonava para casa de vez em quando e escrevia cartas, fazendo os relatos necessários e tranquilizando o pessoal, mas eu estava sozinha da silva com meus pensamentos e emoções novas.

Aí veio a tecnologia, com seus mil olhos, e acabou com essa história de sozinha da silva. Hoje ninguém mais consegue tirar férias da família, dos amigos e da vida que conhece tão bem. Antigamente era uma aventura fazer um autoexílio, sumir por uns tempos. Mas isso foi antes do Skype. Do MSN. Do e-mail. Hoje, nem que você vá para outro planeta consegue desaparecer.

Claro que só usa essa parafernália tecnológica quem quer. Você pode encontrar uma dúzia de cybercafés em cada quarteirão da cidade em que está e passar reto por eles, fazer que não viu. Mas sua mãe, seu pai, sua namorada, sua irmã, seu melhor amigo, todos eles sabem que você está vivendo coisas incríveis e querem que você conte tudinho, em detalhes. Não custa nada mandar um sinal de vida, pô. Todos os dias, claro! Dois boletins diários: às 11h da manhã e no fim da noite, combinado. [...]

Martha Medeiros.

O texto completo pode ser visto no link:

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2814479.xml&template=3898.dwt&edition=14152&section=1026

Inovação na Sapucaí

19 fev
2010

Inovar e surpreender: estas são as regras ditadas pelo mercado hoje em dia caso queiramos ter algum destaque e competitividade. É regra aplicada em todas as áreas, desde a TI, indústria, prestação de serviços até mesmo aos grupos/escolas que trabalham com atividades ligadas ao carnaval.

Quando uma empresa ou entidade se propõe a inovar e consegue de fato surpreender, acaba por arrebatar o seu público alvo. Foi exatamente isso que vimos no carnaval deste ano: um desfile absolutamente surpreendente e inovador, que rendeu à escola de samba Unidos da Tijuca o título de Campeã do Carnaval 2010. O tema-enredo “É segredo” encantou até mesmo aqueles que não costumam ligar muito para os desfiles do sambódromo e foi o mais comentado deste carnaval.

Abaixo, o vídeo dos batmans esquiadores e dos homens-aranhas da Tijuca:

A escola trouxe uma apresentação ousada, criativa, inovadora, irreverente. A comissão de frente simulou uma apresentação teatral, os integrantes trocaram de roupa várias vezes, impressionando pela rapidez e pelas técnicas de ilusionismo. O desfile ainda não havia acabado e já havia sido consagrado pelas pessoas que estavam lá assistindo e gritando “é campeã”. A escola estava vibrante, colorida e a sua bateria afinada.

Se alguém ainda nao teve tempo de ver e tem curiosidade sobre os truques, vale dar uma olhadinha também nesse vídeo:

A mensagem que fica então é que é preciso inovar, buscar sempre surpreender nosso alvo. E não precisamos nos preocupar com “fórmulas mágicas” ou em descobrir técnicas já utilizadas com êxito por outros, pelo contrário, não há uma receita pronta ou predeterminada para isso. Cada caso é um caso. O importante é criar empatia, simpatia, ENCANTO.

Por que os jogadores de futebol estão voltando ao Brasil?

18 fev
2010

Vendo o jogo do Santos com o Robinho fazendo dois golaços eu me questiono, o que esses jogadores consagrados estão voltando para o Brasil?

Parando um pouco mais para pensar eu chego a conclusão que isso é reflexo do crescimento econômico brasileiro, os clubes brasileiros estão mais “poderosos” financeiramente, e demonstrando uma visão mais abrangente de marketing esportivo.

É característica dos grandes clubes da Europa realizar contratos longos com os atletas pagando cifras que ainda estão longe da realidade brasileira. Mas nos últimos anos, com o cenário favorável aos países emergentes e o maior impacto da crise econômica em mercados consolidados, como no velho continente, as agremiações europeias passaram a atuar defensivamente.

Outra consequência desse cenário é a valorização do real frente às principais moedas do globo, que possibilitou que os times brasileiros atuassem mais no ataque.

“Houve um fluxo maior de jogadores agora devido à crise econômica, que obrigou os clubes europeus a fazer ajustes em suas receitas”, afirma Luiz Gonzaga Belluzzo, economista, ex-secretário de Política Econômico do Ministério da Fazenda e atual presidente do Palmeiras. “Os bancos reduziram os financiamentos para contratações e a saída para os times da Europa está sendo o empréstimo dos atletas para aliviar a folha salarial”, complementa.

Voltando a falar da volta do Robinho ao Santos. Contratado em 2008 por € 42 milhões pelo Manchester City, da Inglaterra, o jogador será repassado sem custo algum ao clube brasileiro por seis meses. Dessa forma, o clube inglês abre mão de € 5,25 milhões (do qual teria direito tendo como base o valor da compra) para deixar de pagar € 3 milhões que o jogador receberia de salário nesse período. Diferente de outras estrelas como Cristiano Ronaldo e Kaká, que geram lucro dentro e fora de campo para o Real Madrid, da Espanha, Robinho não produziu o esperado em seu clube.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que a economia brasileira vem crescendo, os clubes brasileiros estão explorando melhor as fontes de renda com o esporte, que até pouco tempo atrás se baseava apenas na venda de jovens promessas para o exterior.

Caso mais emblemático dessa mudança é a volta de Ronaldo ao futebol brasileiro. Mesmo com as dúvidas sobre suas condições dentro de campo, o Corinthians apostou no jogador como uma forma de atrair patrocínios, melhorar o público nos estádios e vender produtos aos torcedores. Desde então, os ganhos com os espaços publicitários da camisa corinthiana dobraram de preço e outras fontes de renda do clube foram valorizadas, como é o caso dos ingressos para os jogos.

Para Felipe Faro, diretor de negócios do futebol da Traffic Sports, o futebol brasileiro deixou de ser amador e a tendência é melhorar ainda mais. “Pessoas importantes da área econômica e de negócios passaram a fazer parte dos clubes e hoje há mais criatividade para gerar receitas”, explica.

Quem sabe, em um futuro não muito distante Alexandre Pato não volta a vestir aquela bela camisa vermelha?

Fonte:  http://www.brasileconomico.com.br

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